Geração Y – KEEP CALM AND READ YOUR BIBLE

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Laís Modesto | 10/09/2015

A Geração Y, ao contrário do que muitos pensam, não se refere exatamente a uma legião de adolescentes, mas sim a uma “determinada” geração, nascida entre os anos 1980 e 2000. São os filhos da Geração X e netos dos Baby Boomers. Também são chamados de Millennials por serem a geração da mudança do milênio. A Geração Y está sempre conectada, procura informação fácil e imediata, preferem computadores a livros, preferem e-mails a cartas, digitam ao invés de escrever, vivem em redes de relacionamento e compartilham tudo o que é seu: dados, fotos, hábitos.*

“Geração Y – A geração da mudança do milênio – http://viniciuspinto.com/”

Eu nasci no início dos anos 90 e, desde que me entendo por gente, vou à igreja. Faço parte da quarta geração de cristãos da minha família. E se você, como eu, cresceu em um lar cristão, já deve ter ouvido muitas histórias de seus avós, de seus pais, sobre as experiências deles com Deus, sobre coisas sobrenaturais que Deus fazia, milagres que aconteciam, como a igreja era avivada e, senta que lá vem história… Refletindo sobre isso, cheguei a um pensamento que acredito que todos já devem ter pensado: Porque não experimentamos o que as gerações passadas experimentaram? Onde erramos?

Nos tempos dos meus avós, e até dos meus pais, a vida não era tão “fácil” como é hoje. Faculdade era só para a classe superior. Minha vó que não ralasse em casa de família para alimentar e vestir seus dez filhos, pois meu vô sempre viajava à trabalho, retornando para casa meses depois, e ela tinha que se virar como pudesse.

Uma tendência muito mal educada do ser humano é só correr para Deus quando o negócio tá apertado e não ter mais ninguém para pedir socorro. E era assim. A inflação era altíssima. Mulher dificilmente trabalhava. O número de filhos nunca era menor que dez. Alimento. Roupa. Escola. Material. E assim seguia. A única “saída” que as pessoas tinham era Deus, e só. Elas viviam em campanhas, montes, vigílias, cultos e reuniões, era sempre uma busca constante. Daí vinham as grandes experiências e milagres, pois, ou a fé entrava em ação ou ela entrava em ação, não tinha escolha.

Abro um parênteses: Não quero que você entenda que eu estou dizendo que as gerações passadas buscavam a Deus por interesse, de forma nenhuma! Eu acredito que elas amavam a Deus, mas, grande parte da motivação inicial de procurá-lO, vinha da necessidade de solução de um grande problema. E até hoje é assim, Deus permite que algumas coisas embaraçosas aconteçam para que nos voltemos a Ele.

Nós da Geração Y crescemos no conforto do quarto, ou da sala, assistindo Bom Dia & Cia, Dragonball Z, Cavaleiros do Zodíaco, Pokémon, O Máskara, depois, passávamos nossas tardes jogando Mortal Kombat, Mario Bros e Sonic no videogame e, com o passar de alguns poucos anos, começamos a nos prostrar em frente aos computadores e à internet discada.

Qual foi nossa necessidade? Nenhuma! Tivemos o que comer, o que vestir e o que entreter. Nossa preocupação maior da vida era fazer a lição de casa e lavar a louça que a mãe pedia. Graças a Deus por isso. Porém, não conhecemos Deus como as gerações passadas conheceram. Não estou dizendo que o certo é ter uma necessidade para buscar a Deus, porque isso não é mesmo e eu abomino de todas as formas, mas estou dizendo que nós nos contentamos apenas em ouvir as grandes histórias e não vivê-las.

Chega a ser engraçado, pois somos uma geração que teve tudo, mas que não buscou a Deus. Porque não buscamos a Deus? Por que buscar a Deus não é fácil, é um processo, uma caminhada que requer entrega e sacrifício da nossa parte. A vida com Deus é passo a passo, como em uma construção quando os blocos são colocados um a um, assim é edificado nosso relacionamento com Cristo, mas nossa geração é muito imediatista, é a geração drive-thru e fast food, tudo tem que ser muito rápido e pra ontem. Não temos nos aquietado na presença de Deus e investido no nosso relacionamento com Ele, pois não temos paciência em persistir quando os “resultados” não aparecem.

O avanço da tecnologia e a acessibilidade à informação é o que define a nossa geração. O surgimento de novidades tecnológicas, aplicativos e redes sociais tem nos engolido cada dia mais, e o pior: estamos permitindo que isso aconteça. Temos perdido tanto tempo com nossas postagens, nossas curtidas e compartilhamentos, que estamos esquecendo que existe um Deus verdadeiro, que nos espera no secreto, que quer compartilhar conosco o Seu coração, que deseja ardentemente que vivamos com Ele uma vida sobrenatural, de milagres, de Reino e revelação. Dói no meu coração perceber que temos perdido tanto tempo com coisas vãs que não tem nível nenhum de importância para nós, mas que dedicamos a maior parte do nosso tempo a elas.

Sinto que chegamos num momento em que teremos que decidir sobre o que queremos para essa vida e para a vindoura.

Há tanto de Deus para conhecermos, há tanto para nos entregarmos, há tantas coisas para fazermos junto com Ele. É tempo de se dedicar à leitura, meditação e obediência à Palavra, de ter uma vida intensa de oração, de ter os ouvidos prontos para a voz do Pai. Ainda há tempo de recuperarmos o tempo perdido.

Se você conseguiu chegar até o final desse texto e se identificou com algumas coisas, não perca tempo. Agora mesmo, deixe de lado as distrações e tudo aquilo que te impede de mergulhar mais fundo em Deus e conhecer o Seu coração.

Existe mais, você foi criado para um propósito.

Oro para que não O conheçamos apenas de ouvir falar, mas de andar com Ele.

Um abraço e fique com Deus!

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2 comentários sobre “Geração Y – KEEP CALM AND READ YOUR BIBLE

  1. Larhara Oliveira disse:

    Curiosamente estava pensando sobre isso esses dias.
    Nunca entendi o real motivo de tanta exposição da vida pessoal, engraçado quantos postam em suas redes sociais que estão sofrendo e precisando que Deus faça algo, mas não conseguem desconectar e ajoelhar-se para conversar com Ele.
    Antigamente as pessoas tinham mais tempo para Deus, não por não terem o que fazer, mas sim por entenderem que devemos abrir mão de interesses próprios para ter uma relação de intimidade.
    A igreja moderna perdeu até o costume de orar de joelhos por não entender que quando dobrados, os joelhos diminuem a altura do que ora e aumenta a altura daquele a quem se ora!
    “Salomão ficou em pé na plataforma e depois ajoelhou-se diante de toda a assembleia de Israel, levantou as mãos para o céu e orou” (2Cr 6.13)

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